quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz 2010!!!!




O ano acabou e nem dá para acreditar. Como passou rápido! Mesmo rápido, não foi molezinha vivenciar esse 2009, né!?

Mas, agora, estou em férias! (elas existem mesmo???) rsrs

Daqui 4 anos não terei mais férias como essas... pois daqui 4 anos estarei estudando muito, trabalhando muito, escrevendo muito, pesquisando muito! E bolsista não tem férias!

Ô maravilha! Foi tudo o que eu pedi a Deus. Não só a Deus, pedi a mim mesma, pedi a alguns santos, liberei essa energia e esse pensamento no universo... e ele me retornou generosamente.
:) :)

Bom, para quem não sabe ainda: passei no doutorado! Serão mais 4 anos de estudo e dedicação! :)

E eu estou (mais) feliz da vida (ainda)!!!!

Em janeiro ainda trabalho nas redações do vestibular/UFRGS e defendo a dissertação... mas mesmo assim, já me sinto em férias. :)

Até mesmo por que férias, para mim, sempre são "parciais"; nunca consegui ficar aqueles dois (ou um) meses direto na praia, na vida boa. Então, é sempre assim, entre uma coisinha e outra, dou uma escapada para praia ou pro Rio (ah, cidade maravilhosa, me espera que tô chegando!).

Mas nessas férias quero me dar uma viagem maior e merecida! Penso na Bahia, para finalmente conhecer o Insano Rô! Não só para isso, claro. Só não queria pegar o carnaval...

Enfim, eu só tenho a agradecer. Termino 2009 sem pedidos específicos. Termino 2009 agradecendo.
Sempre quando eu consigo algo que eu queria muito, eu fico assim: agradecidíssima. Sem vontade de pedir/querer mais nada. Não sei, às vezes, me parece que uma coisa boa no meio de muitas outras não tão boas... ela - a coisa boa - se sobressai. Pelo menos pra mim é assim. E sou grata a isso também, pois consigo sentir essa alegria imensurável... mesmo não vivendo num mar de rosas.

Obrigada!

Feliz 2010 pra nós!

2010 é o ano da colheita! Quem plantou... vai colher, com certeza.

Beijão!


p.s.: até janeiro, internet só nas lan houses... ;)

Dia 3/jan eu volto para comemorar meu aniversário! Aguardem! :) :) :)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Apresentação da Rafinha



Hoje fui à creche da Rafinha assistir à apresentação de final de ano. Minha irmã me convidou para ir, pois ela tinha uma prova na faculdade bem no horário.

Então, eu fui!
:) :) :)

E foi uma tarde muito emocionante. Ver a minha afilhada linda, se apresentando, toda rosa de bailarina-borboleta, impecável, séria (por mais que a dinda maluca estivesse babando, dizendo "linda linda", acenando, rindo... ela permaneceu "profissional" hihihihi)...

É... tem coisas na vida que, realmente, não tem preço!!!

Eles cantaram a música que eu aaaaamo!!
Nós, gatos, já nascemos pobres... porém, já nascemos livres... Senhor, senhora, senhorio... Felino! Não reconhecerás...

Estou tentando postar os vídeos no youtube, assim que eu conseguir, coloco aqui para que vocês vejam e sintam essa emoção!


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Fora do ar" (por tempo indeterminado)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Two lovers


Hoje me levei ao cinema.
Claro, não é tão longe, o que facilita muito. O filme escolhido foi aleatório, pelo horário e pelo lugar.
O aleatório, às vezes, é bom mesmo!

O filme poderia ser uma historinha banal, mas mostra a complexidade das personagens que têm personalidades conturbadas, instabilidade emocional.

Instabilidade emocional. Ok. Algo bem comum nos dias de hoje.

Mas, no filme, não é clichê.

O filme mostrou-me o que eu precisava ver e aprender: quando a gente ama, a gente fica cego, custa a acreditar no que a pessoa amada é capaz de nos aprontar. A gente fica tão bobo e tão ingênuo, que acredita no melhor das pessoas e do destino. Esquece que as pessoas também podem ser egoístas, também podem querer a felicidade própria e a busca pelos próprios interesses. Nem que para isso você saia prejudicado. E isso vale para todo o tipo de amor, não só entre casais.

O filme também alertou-me para sempre desconfiar de um presente como um anel de brilhantes. (tá, isso é brincadeira, rs).

No elenco, Joaquin Phoenix, que eu já tinha visto (e gostado) em Johnny e June. Ele é Leonard, bipolar e suicida, que vive sob a vigilância dos pais. O ator parece que surtou e largou o cinema. Conforme crítica do jornal ZH, ele teria abandonado o cinema para cantar rap (!!!). O irmão, River Phoenix, teria morrido de overdose em 1993. Isso eu só fui saber depois, e, pode ser besteira, mas, de repente, explique a intensidade da personagem instável e problemática de Phoenix.

As mulheres (lindas) do filme são Vinessa Shaw e Gwyneth Paltrow. Dizem que esse foi o melhor papel de Gwyneth dos últimos anos. Eu gostei muito também.

O filme Amantes (tradução para o português) está no Guion, às 14h40 ou 20h15. Filme de James Gray, EUA, 2009.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Marcelino Freire

"Eu escrevo porque algumas coisas me incomodam e eu quero me vingar. Escrevo para me vingar. De um amor que foi embora, de uma saudade, de um governo que não caminha, de um mundo desgovernado. Para me vingar de mim". (Marcelino Freire)

Esses dias eu trocava os canais da TV, já sem esperança alguma, até que me deparei com uma entrevista no canal Futura, no programa Umas Palavras, de Bia Corrêa do Lago. Ela entrevistava Marcelino Freire. E foi ótimo. Gostei muito de ouvi-lo. Se não me engano, eu já tinha lido os 30 segundos, mas desconhecia a figura dele e o restante da sua obra.

Essa fala de Marcelino (acima) marcou-me muito. Procurando agora no Google, achei uma
entrevista completa da qual pude retirar a mesma fala que ouvi no programa.

Ele tem um blog também. Muito tri.
Estou em atraso com o blog. Está muito conturbado esse final de ano (término da dissertação, seleção de doutorado, aulas, etc), então, acho que fiquei meio apática.

Em breve, retornarei.

domingo, 22 de novembro de 2009

O Otimismo

" - Todos os acontecimentos se encadearam no melhor dos mundos possíveis, pois, em suma, se não tivésseis sido expulso a pontapés de um belo castelo por amor da menina Cunegundes, se não tivésseis sido aprisionado pela Inquisição, se não tivésseis corrido a América a pé e dado uma espadeirada no barão, se não tivésseis perdido todos os carneiros do Eldorado, não estaríeis agora aqui comendo amendoins e cidras doces.

- Tudo isso é muito bonito - respondeu Cândido -, mas o que é preciso é cultivar o nosso jardim."

(Cândido ou o Otimismo - Voltaire)

sábado, 21 de novembro de 2009

Por trás d'A parede no escuro, de Altair Martins





Fotos de Anna Faedrich Martins.


A oficina na 55 Feira do Livro sobre o processo criativo de A parede no escuro foi um sucesso!

Foram dois encontros, de 1h e meia, no Centro Cultural Erico Verissimo.

Altair Martins e Joseane Camargo intercalaram os seus discursos sobre a construção do romance: Josy* estuda a rastreabilidade desse processo através da crítica genética. Houve uma mescla de discurso acadêmico, pois esse foi o tema da dissertação de mestrado do Altair, e é o objeto de estudo da monografia de final de curso de graduação em Letras da Josy*, e discurso autoral, pois Altair deu testemunhos de seu processo de escrita durante os sete anos que levou para concluir A parede no escuro.

Foi muito interessante, o público teve acesso aos manuscritos do autor, às diferentes opções de título, por exemplo, o que nos aproxima mais ainda dos conflitos e das angústias da escrita.

Também foi-nos mostrado a construção dos idiomas de cada personagem, isto é, a construção lexical peculiar a cada um.

Gostei. Boa dupla. Boa articulação. Gostei da troca, da interação e dos discursos complementares.

Valeu!

E que se repita muito!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fato Literário 2009



Domingo à noite, Josy* e eu fomos na festa do Fato Literário 2009, no Clube do Comércio, a convite do Altair.
(A Josy* aparece na fotinho)

Nem preciso dizer que a minha torcida era para ele, Altair Martins, que, na minha opinião, foi o Fato Literário do ano, por seu romance, pelo prêmio de São Paulo, pelas entrevistas, pelas palestras, enfim, por toda a sua participação nos eventos literários do ano (feiras do livro, Jornadas de Passo Fundo, etc).

Quem ganhou o prêmio de 20 mil, na categoria Personalidade, foi João Gilberto Noll, que fez um discurso muito breve e emocionante, em que falava da recepção de sua obra no RS e da felicidade em receber esse reconhecimento: "Hoje é um dos pontos altos da minha vida", disse Noll.

Na categoria Projeto Literário, o Júri oficial votou na Biblioteca Ilê Ará e o júri popular no projeto Leia Menino. Fiquei muito feliz em conhecer esses dois projetos, assistir aos vídeos e sentir a vibração e a comemoração quando anunciados os vencedores. O salão tremeu! Que alegria! Que energia boa!




Meu projeto para as férias, ler alguma coisa do nosso Fato Literário!
Aliás, quero ler muito nessas férias!! :)

Parabéns, Bunny!!!



Hoje a Bunny completa 11 anos!
Linda! Recebi essa foto, que minha mãe me mandou, ela tomou banho e ganhou uma caminha nova.

:)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Henriqueta Lisboa

Fascinação do mar


Sonhei com o mar. E ele era terrível
como a cólera de Deus.
E também era belo e era grande
como a misericórdia de Deuz.

Olhei o mar. E ele era triste
na solidão e profundeza de suas águas.
E também era louco e poeta
no seu mistério e nas suas viagens sem caminho.

Aproximei-me do mar. E ele pérfido
com suas algas e seus milenares abismos.
E também era repousante
com suas ilhas e seus vargéis nascentes.

Fui para o mar. E ele era bárbaro
no acolhimento rumoroso de suas ondas.
E também era a graça, o espírito,
na revoada de suas espumas e gaivotas.

Amei o mar: ele era um deus humano
com seus demônios e seus anjos em liberdade.

Do livro Prisioneira da noite (1935-1939)

Presente que recebi (o poema escrito) da querida Adriana Machado! :)

sábado, 14 de novembro de 2009

Sandra e Lina




Elas fizeram o diferencial do evento! :)



Noite

Lina Tâmega Peixoto


Um encanto se quebra.
Sons vão fugindo.
Bendita as cores que aparecem no ar.
Vejo tudo claro como se fosse manhã.
É noite.
Dizemos: é noite.
Nunca o céu se fez tão branco.
O mundo. talvez o sonhe.
Levo-o abraçado como um amigo.
Não mais direi que a noite é fria,
triste e incerta.
Direi apenas: é noite em mim.


Arrumação das coisas
Para Ednea Peixoto

Difícil saber quando estou
no verão ou no outono
se as brisas do mundo
sopram a mesma blusa no varal.

Confundo a alma
com o sonhar acordada
e nesta confusão
a alma insone
torna-se enigma sem solução.

Arrumo o armário
e o quarto interrompe.
Não encontro a gaveta
onde guardei os colares
e se abro a porta
só enxergo flores e árvores.
Preciso arrumar a ilusão
para que tudo fique em seu lugar
coração fora do peito
e alma jogada no chão.

Jornadas A poesia Modernista, 70 anos de Viagem, de Cecília Meireles


Mesa-redonda sobre Mario Quintana (Anna), Augusto Frederico Schmidt (Juliana) e Ferreira Gullar (Socorro), coordenação de Adriana Machado.

Esse momento do evento foi muito emocionante. A poeta Lina Tâmega Peixoto, amiga de Cecília M
eireles, depois das apresentações, disse que estava muda de tão encantada, fascinada com o evento, com as apresentações dos alunos, que se dedicam à poesia e que fazem um belo trabalho.

A professora Sandra Vivacqua von Tiesenhausen também se declarou emocionada, dizendo que cada uma de nós tinhamos escolhido o poeta certo, pois a nossa fala era de identificação com a do poeta, ou seja, cada uma teria "encarnado" o ritmo e o tom do poeta. (Muito lindo tudo isso!)

Foi muito emocionante mesmo, no meu caso, voltar a falar de Mario Quintana, mostrar que a sua poesia vai além do que nos é mostrado em sala de aula, e uma das minha alunas (do estágio que eu faço na graduação), a Carmem (querida!) ,veio conversar comigo depois para dizer justamente isso, que não conhecia "aquele Quintana" que eu tinha apresentado.
:) :)

Isso é muito muito muito gratificante.


Esse evento, considerado pequeno pelo número de participantes, foi de uma qualidade inexplicável, coisa que eu não via e nem sentia há muito tempo. A cada mesa-redonda um debate construtivo, a cada apresentação uma revelação, a cada momento com a Lina e a Sandra (eu tiv
e essa oportunidade) uma descoberta e uma alegria sem igual.



O encerramento foi com a professora Maria do Carmo Campos, que falou sobre Guilhermino Cesar, Karin Hagemann Backes, que falou sobre Sofia Brayner Andresen e Cecília (lindo!) e a nossa ceciliana Ana Mello, que encanta sempre ao falar sobre a vida e obra de Cecília Meireles.

Eu tive o prazer de coordenar essa mesa e estar tão próxima dessa maravilha.


Quem participou sabe e sente o que eu estou falando... e se tudo der certo, pretendemos continuar com as jornadas de poesia. Essa aproximação com a poesia é muito importante (mesmo!), pois o que eu vejo sempre é as pessoas colocando a poesia num patamar inatingível, "coisa advinda dos deuses", e isso não existe. Temos que acabar com essa barreira entre o leitor e a poesia.

É lindo! É possível!


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lançamento do MACHADO PLURAL











Obrigada a todos pela presença e força! :)

Jornadas A poesia Modernista, 70 anos de Viagem, de Cecília Meireles

Está acontecendo...

Primeira mesa-redonda: Ana Domingues, Sandra Vivacqua (uma querida!!!) e Lina Tâmega Peixoto, poeta e amiga de Cecília (não de infância como eu havia dito em outro comentário, ela conheceu a Cecília já viúva do primeiro marido, que se suicidou). Coordenador Ricardo Barberena.


A segunda mesa-redonda, sob a coordenação da super-Socorro, foi composta por Vinícius Carneiro, que deu visibilidade ao poeta Luís Aranha, L. Fernando Marozo e Adriana Machado (a Dri declamou um poema lindo da Henriqueta Lisboa, vou conseguir com ela e publicar aqui ;)


A terceira e última meda-redonda, sob minha coordenação, foi composta por Marcelo Noah, que falou com intimidade sobre Vinícius de Moraes, Maurício Krebs e Leonardo Pereira...
e a mesa foi muito boa!!! Valeu!!!! :) :) :)





Amanhã tem mais!
10h!

E eu falo sobre Quintana às 14h.

:) :) :)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Exaltação, de Albertina Bertha


Uma pequena indecisão, e Ladice batia, ligeiramente, misteriosamente, quando a porta se abriu de par em par e Teófilo pálido, fremente, a enfrentou. [...] ambos impelidos pela paixão foram um para o outro, abraçaram-se longamente, perdidamente, silenciosamente, como os elementos, as coisas materiais, as montanhas, os rochedos caem uns sobre os outros, a se desfazerem, misturados, rolando, fundidos, confusos, inalienáveis, perdendo a feição primitiva, assumindo uma nova, fazendo-se um só! Ladice rendia-se à violência dessa efusão.

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- Vem - repetiu Teófilo, tendo na voz, no olhar, a vontade feroz, desesperada de quem implora a graça, a vida.


- Não, não posso - balbuciou ela, fatigada, os olhos fechados, os braços pendendo, os cabelos desfeitos, profundamente abalada pelo soluço da angústia.

- Tu e eu seremos então dois como o céu e a terra? - disse ele, retendo-a, machucando-a.

- O futuro, qu'importa? - Exclamou ela estremecendo. - Gozemos do presente, bebamos esse mel oriental, divino, allucinante que os deuses nos oferecem, até ao ouvido, ao esgotamento, à destruição... Abramos os nossos corações, às farpas ígneas que o Amor despede, vivamos no vestíbulo do presente... O futuro, o futuro... A morte, talvez, quem sabe? - E lágrimas corriam-lhe pela face.

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A exaltação em Albertina Bertha é a nietzschiana, de aceitação total e entusiástica da vida, simbolizada divinamente por Dionísio, ou seja, vontade orgástica da vida na totalidade da sua potência infinita.

Segundo Nietzsche, "o desinteresse não tem valor nem no céu nem na terra; todos os grandes problemas exigem um grande amor e só espíritos rigorosos, claros e seguros, somente os espíritos sólidos são capazes de tal".




Convite oficial


O livro custará na média de 26/28 reais... ainda não é certo o valor.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

In- ve-jo-so...

Recebi, hoje, do Roger, essa música do novo álbum do Arnaldo Antunes...

muito boa!!! O dvd deve ser melhor ainda! ;)))))





Composição: Arnaldo Antunes e Liminha

O carro do vizinho é muito mais possante
E aquela mulher dele é tão interessante
Por isso ele parece muito mais potente
Sua casa foi pintada recentemente

E quando encontra o seu colega de trabalho
Só pensa em quanto deve ser o seu salário
Queria ter a secretária do patrão
Mas sua conta bancária já chegou no chão

Na hora do almoço vai pra lanchonete
Tomar seu copo d'água e comer um croquete
Enquanto imagina aquele restaurante
Aonde os outros devem estar nesse instante

Invejoso
Querer o que é dos outros é o seu gozo
E fica remoendo até o osso
Mas sua fruta só lhe dá caroço

Invejoso
O bem alheio é o seu desgosto
Queria um palácio suntuoso
mas acabou no fundo desse poço

Depois você caminha até a academia
Sem automóvel e também sem companhia
Queria ter o corpo um pouco mais sarado
Como aquele rapaz que malha do seu lado

E se envergonha de sua própria namorada
Achando que os amigos vão fazer piada
Queria uma mulher daquelas de revista
Uma aeromoça, uma recepcionista

E quando chega em casa liga a tevê
Vê tanta gente mais feliz do que você
Apaga a luz na cama e antes de dormir
Fica pensando o que fazer pra conseguir

Invejoso
Querer o que é dos outros é o seu gozo
E fica remoendo até o osso
Mas sua fruta só lhe dá caroço

Invejoso
O bem alheio é o seu desgosto
Queria um palácio suntuoso
mas acabou no fundo desse poço

domingo, 1 de novembro de 2009

55 Feira do Livro de Porto Alegre

Autógrafos na Feira do Livro!!!!

Machado plural é uma reunião de artigos sobre as diversas facetas do escritor Machado de Assis, organizado pela profa. Ana Mello. Entre os autores, estão: Juliana Santos, Adriana Machado, Adriana Carina, Alessandro Castro, Atílio Bergamini, Sheila Staudt, Vanderlei Vicente, Felipe Ewald, Fernando Brum... e euuuuuuuzinha! :) :) :)


O livro ficará à venda no site. Durante a Feira, estará disponvivel na barraca de autógrafos da Câmara do Livro e na barraca da Livraria Mosaico.


12/11/2009

Local: Memorial Térreo -20h
Machado plural
Escritor: Ana Maria Lisboa de Mello, org.
Editora: Armazém Digital

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sou filha - ORGULHOSA - da PUCRS!!!

Bom, estou numa fase muito positiva da minha vida e acho interessante valorizar as coisas boas que - também - acontecem.

Nós criticamos muito as instituições acadêmicas, o que acho positivo e construtivo... mas, desde que entrei na PUCRS (entrei há dois anos, no Mestrado em Teoria da Literatura, sendo que me formei em Letras na UFRGS, e fiz Especialização na UFRGS tbém) eu venho vivenciando muitos pontos positivos que a PUCRS me proporciona. São inúmeros eventos - locais, nacionais e internacionais -, a infraestrutura que a Universidade possui dá suporte aos pesquisadores, a Biblioteca é uma loucura, o funcionamento interno é organizado (e funciona!!!), os prazos são cumpridos, as bolsas são distribuídas em grande número entre os alunos, as secretárias são EXTRAORDINÁRIAS - nota mil, o espaço físico destinado aos bolsistas - gabinetes, impressoras, acesso à internet, etc etc etc.

Por isso, venho compartilhar, com muita satisfação, que a PUC foi eleita a Melhor Universidade Privada do Ano!!!! A USP, como não poderia deixar de ser, venceu entre as públicas. :) :) :)

O prêmio é uma iniciativa do Guia do Estudante e Banco Real – Grupo Santander, disputado entre instituições de ensino superior públicas e privadas. Trata-se de um importante reconhecimento à qualidade de nossas ações e iniciativas, sempre comprometidas com a formação humana e profissional.

:)

Parabéns a todos nós, que fazemos parte dessa conquista!!!



terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sobre seleções...

Hoje uma pessoa me perguntou se eu estava preparada para a concorrência.
Até achei engraçado, pois sempre pensei que deveríamos nos preparar para o processo seletivo, e não para os concorrentes... mas enfim... nesse mundo acadêmico, muitas coisas "estranhas" acontecem... vai saber!




sábado, 24 de outubro de 2009

Jornadas A poesia Modernista, 70 anos de Viagem, de Cecília Meireles

Está quase chegando!!!

Jornadas A Poesia Modernista, 70 anos de Viagem, de Cecília Meireles.

Quando? 12 e 13 de novembro (quinta e sexta)
Quanto? 1 lata de leite em pó (confirmar, não tenho certeza)
Hora? dia 12 das 9h às 17:30, dia 13 das 10h às 17:30
Onde? PUCRS - Auditório Irmão Elvo Clemente, sala 305 do prédio 8 de Letras
Inscrições no PPGL - PUCRS


Dia 12

9:00 Abertura

Ana Maria Domingues de Oliveira (UNB)
Lina Tâmega Peixoto (UNB)
Sandra Vivacqua von Tiesenhausen (UNB)

Coord.: Ricardo Barberena

14:00 Mesa-redonda

Adriana Machado (Henriqueta Lisboa)
Luís F. Marozo (Manuel Bandeira)
Vinícius Carneiro (Luís Aranha)

16:00 Mesa-redonda

Leonardo P. de Oliveira (Cecília Meireles)
Marcelo Nogueira (Vinicius de Moraes)
Maurício Krebs (Murilo Mendes)

Coord.: Anna Faedrich Martins :))))


Dia 13

10:00 Mesa-redonda

Diego Petrarca (João C. M. Neto)
Marcela Wanglon (Augusto Meyer)
Mires Bender (Mario Faustino)

Coord.: Paloma Laitano

14:00 Mesa-redonda

Ângela Silva (M. Quintana)
Anna Faedrich Martins (M. Quintana)
Juliana Santos (Augusto F. Schmidt)
Maria do Socorro de Assis Monteiro (Ferrera Gullar)

Coord.: Adriana Machado

16:00 Encerramento

Maria do Carmo Campos (UFRGS)
Karin L. Hagemann Backes
Ana Mello

Coord.: Maria do Socorro de Assis Monteiro


Comissão organizadora:

Ana Mello
Adriana Machado
Anninha
Socorro
Palomex

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Olha o goooooooooooolpe!!

Ontem recebi uma mensagem no celular:

"SBT 28 anos do Domingo Legal. Celso Portiolli inf. seu aparelho foi premiado com um CROSS FOX e para mais inf. ligue grátis de seu fixo para 0318592182525".

Como eu não assisto o SBT, não gosto desse programa e nem desse apresentador, logo imaginei: golpe. Pois, por esses motivos, eu tinha certeza de que NUNCA tinha me inscrito em promoção alguma.

Mas fiquei pensando em outras pessoas, da minha família mesmo, que assistem, ligam, mandam cartas com códigos de barras e etc. Se fosse uma dessas, certamente cairia. São milhares de golpes, aplicados diariamente, e nós temos que estar muito equilibrados para não cair nessa ilusão.

Sobre o golpe tem uma reportagem no jornal O Globo, disponibilizo aqui. Assim, vocês ficam sabendo o que acontece com quem retorna essa ligação, coisa que eu não fiz ;)



ps: Putz! Nem as mensagens no meu celular são seguras... será que alguma outra foi golpe também?

rs




segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Meu amor por cachorros

Coleção de fotos com cachorros, daqui a pouco vou entrar pro Guiness aushauhsuahsuahushaua

Bunny, foto atualíssima: 11/10/2009. Reparem qu
e ela está à moda indiana rsrs
Essa é minha!!!!!




A próxima é a Bela, no meu colo, cachorrinha da minha aluna Maria Vitória.
Ela passou a aula inteirinha nesse grude... (cachorro sabe o que é bom, né? hehehehe)




Mais um cachorrinho estudando inglês (detalhe no meu resumo ;)
Esse é o Bento, cachorrinho (que não é mais inho) da Julinha, minha aluna.


Esse é o Flufy, cachorrinho da Lu, minha aluna também. Coloquei meu casaco em cima da cama dela e não deu outra, ele foi lá deitar e dormir em cima do casaco a aula inteira... ;)





Ninfa, cachorrinha do Celso, em Cidreira & Cocker chileno, em Viña del Mar



Zeca, o meu querido carioca: labrador da Gabi (minha prima do Rio) e do Rodrigo - ah, agora do Felipe também :)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Professor, teacher, professeur, magister

Parabéns a todos professores!!!

Hoje é um dia muito especial!!

Parabéns aos que levam a profissão a sério... e que, apesar de todos percalços, a cumprem com paixão!!!!


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Altair Martins e seus manuscritos

Altair e seus manuscritos:


Foto retirada no Grupo, 13/10/2009


Josy*: crítica genética de A parede no escuro (Altair Martins)


Foto inédita





Crédito das fotos: Anna Faedrich Martins ;)))

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Amiga Josy*

Geeeente,
minha amiga Joseane Camargo (Josy*) estará na próxima Feira do Livro de Porto Alegre PALESTRANDO junto com o Altair Martins, sobre o romance A parede no escuro (2008).

Demais!!!!

A Josy* tem estudado o processo de criação literária do escritor Altair Martins, em especial este romance. Ela tem acesso aos manuscritos do autor, e fica feito doida lendo tudo aquilo, fotografando, comparando as diferentes versões, analisando os rabiscos que ele fez durante esse processo de criação, o que ele trocou, o que ele apagou, o que ele acrescentou... e, após toda essa investigação, ela chegará a uma conclusão, bem linda, ela vai explicar as razões que levaram o autor a tais escolhas, etc etc etc.

Lindo! Lindo! Lindo!

Assim que eu tiver a data, hora, local... publicarei aqui!

Muito chique, benhê!!!!


Feira do livro: que vontade de você!!!!!!!


domingo, 4 de outubro de 2009

Baixaria na Academia II

Dedico esse espaço ao comentário que recebi no outro post "Baixaria na Academia". É a manifestação da professora Adiane acusada de ter cometido plágio. Agradeço muito à pessoa que escreveu pra mim ;)

Bom, eu só estou divulgando um acontecimento na área. Desde o início, não me coloquei em posição de julgamento [sempre tento, pelo menos. Principalmente, por estar totalmente de fora. Não conheço nenhum dos professores, só tenho informações que estão amplamente divulgadas na mídia] e, bem pelo contrário, chamei a atenção para a situação delicada em que se encontrava essa professora, que ainda não tinha se defendido publicamente.

Que bom, agora temos uma primeira resposta ao ocorrido:

Caxias do Sul, 04 de outubro de 2009.

Assunto: Controvérsias sobre o ensaio “O lugar da Infância na poesia de Mario Quintana”, publicado na obra “Na esquina do tempo: 100 anos com Mario Quintana”.

Prezado(a) Senhor(a)

Como autora do ensaio “O lugar da infância na poesia de Mario Quintana”, tenho a lamentar as citações efetuadas pelo digníssimo Prof. Sergio de Castro Pinto, divulgadas via internet, envolvendo a Universidade de Caxias do Sul, no episódio em que compara meu texto com passagens do livro de sua autoria, intitulado “Longe daqui, aqui mesmo – a poética de Mario Quintana”.
Afasto publicamente qualquer responsabilidade da Editora da Universidade de Caxias do Sul, bem como dos organizadores da obra publicada.
Compreendendo o desconforto vivenciado pelos envolvidos no trabalho editado, expresso minhas desculpas e a determinação em sanar eventuais falhas, buscando no menor tempo possível esclarecer todas as ocorrências apontadas.

Atenciosamente,

Adiane F. Marinello

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Quebra do sigilo do ENEM

Mais de 4 mlhões de estudantes que fariam a prova do Enem no fim de semana ficarão à espera da remarcação do exame. Motivo: fraude. Vazamento. Quebra do sigilo.

O jornal "O Estado de S. Paulo" denunciou que a prova teria vazado. Um homem teria procurado o jornal, dizendo ter as duas provas (sábado, dia 3, e domingo, dia 4) e querendo vendê-las por 500 mil reais.

No Brasil, novidade nenhuma. Não me impressiona mais esse tipo de coisa. Lamento a palhaçada que estamos vivendo: palhaçada na educação, palhaçada na política, palhaçada nojenta, sem graça alguma.

Sou contra o Enem.

O vestibular da Ufrgs, querendo ou não, mantém um nível, uma seleção, uma avaliação [praticamente, e não totalmente] objetiva e transparente.

Ok, tá certo que entrar para Universidade virou um investimento no mercado: cursinhos preparatórios cada vez mais caros e específicos.

Mas já dei aula em cursinho, e os professores lá são bons. São criativos. Precisam liberar estímulo para os alunos. E o fazem. Precisam recuperar anos de ensino falho.

Aliás, muita gente foi gostar de literatura nas aulas de cursinho. Bom sinal, não?
Cursinhos pré-vestibular formam leitores! Ô maravilha.

E empregam um bocado de professores.

Assim como a correção das redações do vestibular me garantem um verão mai$ tranquilo e feliz :)

Abaixo o Enem [como avaliação para entrada na Universidade], essa palhaçada não pode continuar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Bailarina


A bailarina


Cecília Meireles


Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Não conhece nem dó nem ré

mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá

Mas inclina o corpo para cá e para lá.


Não conhece nem lá nem si,

mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar

e não fica tonta nem sai do lugar.


Põe no cabelo uma estrela e um véu

e diz que caiu do céu.


Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Mas depois esquece todas as danças,

e também quer dormir como as outras crianças.


Cecília Benevides de Carvalho Meireles (RJ 1901 – RJ 1964) poeta brasileira, professora e jornalista brasileira.

domingo, 27 de setembro de 2009

Satolep, de Vitor Ramil


Em busca de algo perdido, sem saber ao certo o que é. Em busca de si mesmo, o fotógrafo Selbor, volta à cidade natal, a úmida Satolep (anagrama da palavra Pelotas), vinte anos após sua partida. Comemora seu aniversário de 30 anos sozinho, no espaço reencontrado, apagando velas imaginárias.

Selbor é o protagonista e também o narrador da história. Ao chegar na cidade, ele encontra personagens reais da história pelotense: o autor de
Lendas do Sul e Contos Gauchescos João Simões (Lopes Neto); o poeta e jornalista Lobo da Costa; e o cineasta Francisco Santos.

O enredo fantástico do romance começa a partir do primeiro trabalho de Selbor como fotógrafo em Satolep: fotografar uma família, de modo que aparecesse a casa toda, a fim de registrar o momento em que o filho mais velho partia. Depois de fotografá-los, Selbor acompanha o Rapaz até a estação de trem, aproveitando a carona do motorista. Chegando na estação, ele perde o Rapaz de vista, até que o encontra sentado num banco. Ao embarcar no trem, o Rapaz esquece uma pasta e suas luvas. Selbor tenta devolvê-los, mas o esforço é em vão.
Estando com a posse da pasta, Selbor descobre que nela há textos com descrições visionárias, que predizem as fotografias que ele tira ao longo da história a fim de formar o "grande círculo" de sua vida:

"Ao rever aquela fotografia, há tanto tempo guardada, e observar a reação de deslumbramento dos meus amigos, pensei que o 'grande círculo' seria a documentação de um tipo de espelhismo, pois suas fotos eram o registro do que já fora visto por outro em outra parte, conforme os textos demonstravam. Era também algo deslumbrante" (p.219)

"Eu podia dizer logo a ela tudo o que sabia sobre o 'grande círculo' ou então adiar minhas explicações para quando ele estivesse concluído. Achei que naquele contexto traumático seria impossível fazê-la acreditar nas evidências que eu vinha colecionando a respeito do 'grande círculo'. Eu lhe pareceria definitivamente louco ou mentiroso. Quanto a adiar as explicações, a atitude mais suspeita e desprezível, mas, considerando minha expectativa de que o 'grande círculo' reservava para o final alguma revelação que me permitiria compreendê-lo e explicá-lo com clareza, talvez fosse também a titude mais fácil de ser revertida" (p.272)


O livro é composto de páginas pretas, em que estão as descrições visionárias do Rapaz, e páginas brancas, em que o narrador relata a sua história, ele tenta recuperar através da memória o passado vivido na cidade de Satolep, em busca de autocompreensão através, também, do exercício da fotografia. Cada fotografia completa um círculo, que o faria "nascer", uma vez que "nascer leva tempo".

O romance de Vitor Ramil é introspectivo, e a linguagem é de um lirismo predominante.
O livro é composto de imagens da cidade de Pelotas, fotografias lindas, que foram publicadas originalmente em 1922, organizadas por Clodomiro Carriconde, no livro Álbum de Pelotas.

Como podem ver, o domigno rendeu! ;))


Domingo perfeito


Chuva: literatura e pijama.


sábado, 26 de setembro de 2009

Pra quem gosta de bikes

Divulgo o site da Ju, minha prof. de natação, e do Rafa, namorado dela.
Tem umas mochilas e bolsas liiiiiiiiiiiiindas, da Dakine.

Aí vai a dica:

http://lojadabike.lojapronta.net/

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Jules et Jim



"Jules e Jim é um sonho. Todos nós sofremos diante do aspecto provisório de nossos amores e esse filme nos leva justamente a sonhar com amores definitivos".

François Truffaut (1975)



Um clássico. Uma obra-prima. Isso todo mundo sabe.

Pra mim, um presentão que eu ganhei :)
que gostei muito
e que me fez refletir sobre o provisório.

Que filme bom!


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

José ou Luís

Bem-me-quer
mal-me-quer
será o Luís?
Será o José?

Bem-me-quer
(Talvez José)
Mal-me-quer
(Talvez Luís)

Mal-me-quis,
bem-me-quis
Foi o José?
Foi o Luís?

Quem me diz
que me quer
Seja o José
seja o Luís
é certo que será meu bem
pelos séculos dos séculos
amém.


Sérgio Capareli


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Revista Nau Literária (UFRGS)

Está aberta a nova chamada para artigos da Revista eletrônica Nau Literária, daUFRGS.

O dossie é: O romance português e o mundo contemporâneo

O gênero romanesco apreende, através da transfiguração da realidade pela palavra, a marcha da sociedade e suas problemáticas múltiplas, bem como as contradições cada vez mais flagrantes desse tempo que vivemos.

A grande produção de ficção na literatura portuguesa desde os anos 80 enquadra-se no panorama de uma pós-modernidade plena de questões a serem resolvidas, senão, pelo menos refletidas. O que constituiu sempre uma marca da literatura portuguesa no seu falar, implícita ou explicitamente, sobre Portugal como resultado de um nacionalismo exacerbado, hoje se apresenta como discurso marcado pela simultaneidade de imaginários frente a realidades contraditórias.

Romances que se voltam para a história mais ou menos recente da nação portuguesa dão conta da nostalgia de um tempo que se foi ou está a caminho da extinção, ao mesmo tempo que representam um olhar crítico sobre a realidade da qual o país não consegue escapar por se tratar de um processo irreversível.

O Portugal das duas ou três ultimas décadas encontra-se metaforicamente representado nesses dois pólos pela ficção desde então produzida até esse início do século XXI. Produzir ensaios críticos que dêem conta da complexidade da produção romanesca portuguesa contemporânea é o desafio do presente número da Revista Nau Literária, que tem se dedicado a tratar de temas e obras relevantes das culturas e literaturas de língua portuguesa.

Data final para envio de artigos: 30 de outubro de 2009


Profa. Dra. Elizabete Carvalho Peiruque
Organizadora do Dossiê


Lembrando que a Nau Literária aceita, também, artigos para a seção livre.

:)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Música para sexta-feira...

Super Rita Lee... ultimamente ela tem sido minha trilha sonora...



Composição: Rita Lee/Roberto de Carvalho

Me cansei de lero-lero
Dá licença
Mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar
Opiniões...


De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar
Mais de mim!
Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh!...


Como vai? Tudo bem!
Apesar, contudo
Todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer
Do coração...


É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!...


Como vai? Tudo bem!
Apesar, contudo
Todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Não!
Se por acaso morrer
Do coração...


É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!...

Baixaria na Academia

O professor Sérgio de Castro Pinto afirma que teve partes do seu texto (tese de doutorado publicada) severamente copiadas, pela professora da UCS (Adiani Fogali Marinello), e escreveu um texto-denúncia, que já está circulando pelos emails dos profissionais de letras, e eu reproduzo aqui.

Acho delicada essa questão do plágio nos dias de hoje, onde existe teorias de que nada mais é "nosso", nada é original, tudo já foi criado, e a gente devora e transforma em algo - que não é novo. Também é delicada a situação em relação aos textos sobre literatura, em que vários profissionais da área escrevem sobre o mesmo assunto...

Mas, nesse caso específico, o professor Sérgio parece comprovar que a professora agiu de má fé, cometendo o famoso "plágio", crime acadêmico.

Eu também estudei Mario Quintana... nem sabia da existência desse professor (Sérgio), nem de seu trabalho... bom, pelo menos agora ele também "lucra" com essa história toda, ganhando visibilidade.

E eu fico com pena dessa professora, que ainda nem se defendeu publicamente... Claro, de repente, se fosse o meu texto, eu ficaria irada. Mas como estou de fora, fico imaginando como ela não deve estar agora =/



UMA CÓPIA GROSSEIRA

Sérgio de Castro Pinto*

Na esteira do amigo José Nêumanne Pinto, vou direto ao assunto: a Professora Adiane Fogali Marinello, da Universidade de Caxias do Sul (RGS), em um ensaio de treze páginas – “O Lugar da infância na poesia de Mario Quintana” –, publicado no livro “Na Esquina do Tempo - 100 anos com Mario Quintana” (Editora da Universidade de Caxias do Sul, RGS, 2006), copiou trechos inteiros do meu livro “Longe daqui, aqui mesmo – a poética de Mario Quintana” (Editora Unisinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, 2000), originariamente tese de doutorado defendida no Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba.
O citado volume foi organizado pelos Professores João Cláudio Arendt e Cinara Ferreira Pavani, ambos integrantes do corpo docente daquela instituição gaúcha.

Vamos, porém, ao que interessa: demonstrar que trechos do meu livro e do ensaio da Professora Adiane Fogali Marinello, são, sem tirar nem pôr, rigorosamente os mesmos. Eis o que eu escrevo na página 13: “(...) um poeta cujo ecletismo funde e inter-relaciona a tradição com a renovação”. Vejamos, agora, o que a referida professora escreve na página 101, do livro “Na Esquina do Tempo – Cem anos com Mario Quintana”: “(...) trata-se de um poeta cujo ecletismo funde e inter-relaciona a tradição com a renovação”. E o que eu escrevo na página 18 : “(...) cujas inovações não encobriam de todo os traços neo-simbolistas que impregnavam a maioria deles”, com o que ela escreve na mesma página 101: “(...) mas as inovações nela apresentadas não encobrem de todo os traços n eo-simbolistas que as impregnam”. E tem mais, muito mais. Senão, observemos um trecho do meu ensaio: “Uma vez que estreou em 1940, cronologicamente poderia ser considerado um integrante da chamada Geração de 45. Mas não o foi no essencial, ou seja: na linguagem” (página 19). E o que ela escreve como sendo de sua autoria, na página 102: “Por outro lado, uma vez que estreou em 1940, cronologicamente poderia ser considerado um integrante da chamada Geração de 45. Contudo, não o foi no essencial: na linguagem de matiz coloquial a par de uma temática regida pelo cotidiano, que se aproxima muito mais do Movimento de 22”. O arremate desse período, ela o copiou, de forma literal, de um trecho da página 22 do meu livro: “(...) o poeta incorporou do modernismo uma linguagem de matiz coloquial a par de uma temática regida pelo cotidiano”. Tem mais. Página 19, do meu livro: “(...) o quanto se torna difícil situar e avaliar a obra de Quintana no contexto da lírica nacional”. Página 102, do livro “Na Esquina do Tempo – 100 anos com Mario Quintana”: “Apesar de ser difícil situar e avaliar a obra do poeta no contexto da lírica nacional...” Já na página 76, eu escrevo: “Quer dizer: se o ‘hábitat’ natural dos sapatos é o chão, quem os colocou ‘próximos’ ao Céu não o fez movido por nenhuma predisposição nefelibata, mas pelo desejo de minorar, nem que fosse ilusoriamente, as agruras da vida terrena. Daí os sapatos do Soneto XV cumprirem uma função metonímica e possuírem atributos humanos, além de emprestarem uma contextura concreta ao mundo subjetivo do sujeito emissor”. Trecho copiado pela professora, com ligeiras modificações, na página 103: “Como o local em que, normalmente, os sapatos ficam é o chão, supõe-se que eles tenham sido colocados próximos ao céu com o objetivo de minorar as amarguras e dissabores da vida terrena. Ao adquirirem atributos humanos, esses objetos emprest am uma contextura concreta ao mundo subjetivo do emissor, cumprindo uma função metonímica”. Por último, página 76, do livro “Longe daqui, aqui mesmo – a poética de Mario Quintana”, de minha autoria: “Tanto que costumam distinguir e enfatizar na sua obra os recursos parnaso-simbolistas em detrimento de alguns preceitos da poesia moderna que a permeiam, dentre eles a materialização dos sentimentos a partir dos atos e das coisas banais do cotidiano”. Página 105, do livro “Na Esquina do Tempo – Cem Anos com Mario Quintana”: “Pode-se afirmar, consequentemente, que a materialização dos sentimentos a partir dos atos e das coisas banais do cotidiano aproxima Quintana da vida moderna”.

A minha reação, num primeiro instante, foi relevar a atitude da Professora Adiani Fogali Marinello. Posteriormente – e já mesmo por conta do clima de impunidade que grassa em todo o país –, resolvi tomar algumas providências. Uma delas, a de denunciá-la através deste artigo que, enviado para editoras, universidades, professores, etc., talvez a iniba de, novamente, usurpar o patrimônio intelectual alheio.


* Sérgio de Castro Pinto é poeta, ensaísta, jornalista profissional e professor de Literatura Brasileira da Universidade Federal de Paraíba.



p.s.: se publiquei esse texto no blog é porque solidarizo com a indignação do professor Sérgio. Só ressaltei que sim, penso nessa professora e no seu provável arrependimento, que por uma besteira [ato leviano], comprometeu toda a sua carreira, que não deve ter sido fácil de construir. Só isso.

p.s.2: a história, pelo jeito, não parece ser tão simples e transparente assim, conforme o comentário que foi postado aqui com a manifestação da professora acusada.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Cartas para além do tempo

Carta à Cecília Meireles (de Fernanda Castro)

O Fernando, teu marido, vinha ainda doente, taciturno, pessimista, inadaptado. Tu fazias de conta que não percebias e falavas com ele como se tudo corresse às mil maravilhas, consultando-o para tudo, não aceitando meus convites, sempre disposta a suportar pacientemente as suas teimosias e as suas caturrices. Logo no primeiro dia, disseste-me:

- "A minha cruz é pesada mas tenho de aguentar porque ninguém tem culpa de estar doente e ele está muito doente".

Lembro-me de que um dia fomos convidados para uma festa em casa da Elisa de Sousa Pedroso. Ele disse que sim, que aceitava o convite, depois disse que não, depois disse outra vez que sim e tu, Cecília, vestiste e despiste três vezes o teu vestido de noite. Acabaste por não ir.

No dia seguinte, com lágrimas nos olhos, disseste baixinho - "É assim, Fernanda, é assim há dois anos".

[...]

Outras vezes confessavas: "Há dias em que chego a casa tão cansada de mim e dos outros, sobretudo de mim, que me atiro desesperada para cima do meu sofá azul, a coisa mais bonita que tenho em casa."

A respeito do Fernando falavas pouco mas, de vez em quando, numa ou noutra frase, eu ouvia a tua queixa silenciosa, a tua dor secreta. Com o tempo, Cecília, acabei por compreender o mal do teu marido. Por razões incompreensíveis que têm a ver com o fado, o destino, a sorte, o Fernando não conseguiu no Rio o trabalho regular necessário para manter a casa, pagar os colégios, aliviar-te a ti, que mal podias ler, escrever, quanto mais pensar na tua Poesia. E isto te atormentava a ti atormentava-o mais a ele. O Fernando tinha, como pintor e sobretudo desenhador, bastante talento mas, devido talvez ao seu feitio tristonho e cismático não conseguia abrir o seu caminho, o caminho a que tinha direito, por razões facilmente compreensíveis: isolava-se, fugindo dos cafés, das exposições, das redações dos jornais, de todos os lugares enfim onde se arranjam amigos e clientes. Sentia-se frustado e cada dia se tornava mais amargo e, por vezes, sarcástico, o que não melhorava a situação.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vidas Secas

Amanhã é dia de Relendo Vidas Secas...



Slide 39
Carta de Graciliano Ramos a Heloísa Ramos, em maio de 1937:

Escrevi um conto sobre a morte duma cachorra, um troço difícil, como você vê: procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha baleia e esperamos preás.

Cartas. Rio de Janeiro, 1981; p.194.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cabrochinha

No Congresso Internacional A Presença Francesa no Modernismo Brasileiro tivemos uma palestra (muito boa!) com a professora Maria Zilda Cury (UFMG).

Antes de começar a falar sobre o seu assunto (ela entrevistou Drummond!!!!), ela colocou uma música para dar início ao tema do congresso todo, as relações Brasil-França. A música é Cabrochinha, de Maurício Carrilho e Paulo César Pinheiro.





Ô cabrochinha venha ver quem chegou
Chegou num bico de sapato, o seu mulato frozô
Bote um vestido curto, aquele justo lilás
Que tem um corte do lado e um decote atrás

Dei sorte na loteca, uma merreca pintou
Repara só na beca que o teu nego comprou
Vou te levar pra jantar, cabrochinha, dessa vez
Num restaurante francês

Mas s'il vous plait, ô monsieur garçon
Leva o menu que eu não entendo lhufas
Eu vou pedir esse Don Perignon
Um scargot e um filet com trufas

Depois daquela sobremesa que flamba
A gente volta pro samba
A gente encerra o glamour

No fim da noite um bangalô, penhoir e um abajour
Pra gente fazer l'amour
(l'amour toujour)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Congresso Internacional A Presença Francesa no Modernismo Brasileiro



O nosso super congresso começa amanhã!!

Quem quiser se inscrever como ouvinte, ainda há tempo (é só ir na PROEX, prédio 40, sala 201).

Às 17:30, teremos a conferência de abertura com a professora Jacqueline Penjon (Sorbonne Nouvelle- Paris III).

Quarta-feira, na sessão de comunicação das 8:30 às 10:00, eu vou apresentar A Presença Francesa na Lírica de Mario Quintana.

Vou falar, principalmente, da cidade como temática do fazer poético de Quintana. Ele registra, na sua obra, as mudanças da cidade de Porto Alegre à medida que vão ocorrendo e mostra a tendência do poeta de ser uma testemunha, como um flâneur, de modernização, que traz consigo inquietude e solidão.

Entretando, não poderíamos falar de Mario Quintana e sua "pequena cidade grande", Porto Alegre, sem passar pelo estudo de Baudelaire, o primeiro a poetizar a cidade. Walter Benjamin, em seus estudos sobre a Paris do século XIX e Baudelaire, mostra o poeta como o precursor em tornar a Paris objeto de sua poesia.

Também vou trazer as considerações de James Hillman, psicólogo [junguiano] americano, que observa a vida do novo homem - homem moderno. Essa vida acabou com a flânerie, pois o homem moderno não caminha mais pela cidade, não repara mais nos prédios, no que existe ao seu redor: "a locomoção tornou-se mecanizada, desde os dispositivos de controle remoto até, claro, os automóveis" o que torna cada vez mais desnecessário o caminhar na nossa rotina.

As ruas servem apenas de acesso aos shoppings, arranha-céus e outros lugares. Andamos pelas ruas e mal sabemos por onde passamos, diante de que casa passamos, ou mesmo por quais pessoas nós passamos. Há uma multidão ao nosso redor, porém nós não enxergamos, é o vazio, o vazio da modernidade...

Coisas do tempo

com o tempo, não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros.

(Mario Quintana)


sábado, 5 de setembro de 2009

"Eu sou feliz"

Essa é uma música em homenagem a um amigo e a uma discussão sobre a felicidade.

Continuo concordando com o meu psicólogo sobre a importância de não "intelectualizar" as coisas, e sim senti-las, vivê-las. Começo a achar também que existem pessoas que nascem "pré-dispostas" à felicidade, outras à melancolia, e assim por diante. Ou então, se Freud diz que a felicidade é fruto de pequenos prazeres, existem pessoas com mais facilidade em sentir prazer em coisas, que, de repente, para outras pessoas não despertariam o mesmo prazer. Bom, uma coisa é certa, nós vivemos momentos de felicidade. Nada é 100%, nem um mar de rosas... Mas também, se não existissem a dificuldade e os obstáculos, não existiria a sensação de prazer ao vencê-los. O que me leva a pensar que a melancolia e a sensação de infelicidade pode estar relacionada à falta de obstáculos na vida de uma pessoa, assim ela, além de não ter aquele ânimo para superá-los, não tem o prazer que vem à posteriori.

Também acho que aquele
que busca muito, não encontra, pois volta as energias para uma busca utópica, idealizada, que nunca se realizará, pois chega um momento em que a pessoa nem sabe mais o que está buscando.

Enfim, viva a loucura da felicidade! Loucura porque, segundo Freud (informação que recebi), a nossa sociedade não é uma sociedade para pessoas felizes.


Balada do louco

Composição: Arnaldo Baptista / Rita Lee

Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão


Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu


Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor

Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu


Sim sou muito louco, não vou me curar

Já não sou o único que encontrou a paz


Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz







p.s.: A Zélia Duncan não convence muito nessa música, não sei se é porque acho essa "loucura" a cara da Rita Lee ;)

p.s.2: Alain Delon (França, 1935). Eu prefiro a versão "madura" rsrsrsrs

Autores sem obra

"Como raramente os entrevistadores leem os livros dos entrevistados, por excesso de trabalho e de autores, a obra se transforma num fator de constrangimento. Mais uma razão para se preferir autores sem obra" (Juremir Machado, Correio do Povo).


A Josy* me mandou uma crônica do Juremir (Collor, o imortal), brincando que ele teria lido meu blog, pois escrevi num post anterior sobre a entrevista que o Ostermann fez com o Altair Martins... achei interessante a crônica, principalmente essa partezinha, e resolvi acrescentar aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Filosofia e Literatura II

Segunda-feira, dia 31, foi dia de "Hermenêutica e Literatura", com o professor Dr. Draiton Gonzaga (Faculdade de Filosofia/PUCRS)


Bom...


Hermenêutica significa interpretar, explicar, traduzir.

Hermes era o deus grego mensageiro, entre os deuses e os homens existia Hermes, a mediação.


Lógos: estudo, conhecimento, palavra, verbo.


Lógos (grego) - palavra / pensamento / realidade.


caos -------- cosmos

desordem ------- ordem } logos = princípio ordenador


Detalhe importante para as mulheres: cosmésticos vem de cosmos - belo, ordenado!!!!


Bom, tem muito mais coisas... mas tô cansada agora, outro dia eu postarei com calma ;)


Próximo encontro: 28/09 A razão em pane: de Hegel a Kafka

Prof. Dr. Eduardo Luft (Faculdade de Filosofia/PUCRS)

domingo, 30 de agosto de 2009

Domingo na dinda!

Investindo na saúde...





De olho nos talentos...

Muita tinta, muita cor, muita arte!

Liberando a imaginação...








E, depois da bagunça, um bom banho!!!! :)


sábado, 29 de agosto de 2009

A pedidos...






p.s.: eu não sei editar filmes, então coloquei na opção "automático", o que deixou um pouco estranho... rsrsrs o youtube suporta vídeos até 10 minutos... e esse extrapolou o limite... por isso a "edição".

Dica pro chimarrão

Uma vez tomei chimarrão com a Carol e o Marçal, e senti um gostinho diferente.

Essa é a origem da dica:
coloque na água quente da garrafa térmica GENGIBRE!

Fica muito booooooooooom! :)

Entrevista com Altair Martins

Quinta-feira, dia 27/08, foi dia de "Entrevista com Altair Martins", no Studio Clio.

A Paloma vai ter que me desculpar... pois "matei" o Duplo, não deu tempo de conciliar os dois eventos... ;)

E como fiquei muito feliz com o convite e, também, estava empolgada por estar numa entrevista sobre um livro que eu li... não pude perder essa!

Infelizmente, é isso o que acontece: as pessoas vão às entrevistas e palestras com autor sem ter lido a obra. Não julgo isso, pois muito o fiz [principalmente nas Feiras do Livro de Porto Alegre, afinal, é uma grande oportunidade para conhecer o autor e depois comprar o livro].

But...
isso é ruim porque o foco da entrevista vira outro: fofocas literárias. Também não estou dizendo que isso é de todo ruim...

Gostei de saber que o Altair tem dois filhos, que gosta de ser pai, que é um bom cozinheiro, que faz o melhor brócolis do mundo [depois a Márcia - do Altair - me disse que ele faz muitas coisas gostosas], que é professor desde os 19 anos [me identifiquei com essa parte, foi muito legal, ele falava que era mais novo que os alunos e que em 45 minutos deu toda a matéria de português.. rsrsrs eu também entrei em aula aos 19 anos, para dar aula de literatura numa turma de 70 alunos pré-vestibulandos e, quando entrei na sala, pensei 10X antes de dar meia volta e ir embora], que ele gosta de dar aulas, que ele é contra o Enem, que ele escreve a mão, que ele já está com um livro inédito de contos pronto, etc.


O meu ponto crítico é: no mínimo, o entrevistador, mediador do debate, deve ter lido o livro. O público é o público, imprevisto e heterogêneo. Mas o entrevistador(!!!). Por essas e outras que eu admiro a Tânia Carvalho, na TVCOM. Sempre que ela entrevista alguém com livro recém-lançado, ela 1) está com o livro na MÃO, 2) lê o livro antes e, quando não consegue ler, ela admite que não leu, mas que pelo menos começou a ler ou estudou sobre [o que é raro], 3) fala sobre o livro, sobre a escrita do livro.

Por exemplo, por que a importância do livro na mão? Nessa entrevista, o Altair falou da capa do livro, quem fez, como fez, que ideias o próprio Altair teve para a capa, como ele queria... e quando disse que a capa saiu do jeitinho que ele tinha imaginado, as jornalistas que estavam do meu lado [e que não tinha lido o livro, ou sequer visto a capa] ficaram curiosas. Daí eu mostrei o meu livro... coisa que o entrevistador deveria fazer. No mínimo.

Então, o que eu penso sobre o que aconteceu quinta-feira:

o entrevistador deveria dar mais espaço ao público que leu a obra e queria perguntar!! Pelo menos, a Josy e eu. Bom, a Josy ainda tem contato direto com o Altair, por causa da Monografia. Mas eu queria aproveitar aquele momento para fazer isso, ora bolas!

Daí, quando chegou a nossa vez de fazer perguntas, o entrevistador já estava impaciente, controlando o horário... um absurdo!

Também acho que não foi só isso, é que muitas perguntas iniciais seguiram o padrão das perguntas do entrevistador. Por isso não culpo a plateia por suas perguntas, pois estavam de acordo com a proposta do responsável pelo debate.

Mas eu gostei. Muito. (Por causa do Altair. E da Márcia Ivana que estava lá com a gente e que é muito divertida, ótima companhia)

Tá, não só por eles, mas pelo debate sobre a educação, que me interessa e muito. Gostei de saber do jogo de cintura que o autor tem com seus alunos, e de outra coisa que eu também sempre penso quando entro em aula e que o Altair ressaltou bastante: o desafio. O jovem precisa ser desafiado. Ele não quer conteúdo, conteúdo ele acha na internet. Ele quer algo diferenciado e desafiador.

Quando a palavra foi dada ao público, a primeira pergunta sobre A parede no escuro foi a pergunta da Josy*: sobre o léxico que o Altair criou para cada personagem, que faz com que o leitor identifique muito bem quem está narrando, em meio a pluralidade de narradores.

Depois eu fiz um gancho com essa pergunta, lembrando da Crônica da Casa Assassinada, de Lucio Cardoso, um dos livros da literatura brasileira que eu mais gosto. Nessa obra, uma grande crítica que é feita, refere-se à falta dessa diferenciação entre os narradores. No romance de Lucio Cardoso também temos a visão do caleidoscópio, vários narradores, porém não há uma diferenciação lexical. Sabemos quem está narrando porque está tudo muito bem separadinho e entitulado.

A parede no escuro... os discursos são mesclados... e muito bem construídos, pois, como disse, o leitor não se perde em momento algum. E essa estrutura dinâmica do texto é, para mim, a grande mestria do livro, uma vez que a estrutura desordenada do texto representa também o caos interior dos personagens.

Depois perguntei sobre a Estética da Recepção, se o Altair tinha pensado em um "leitor ideal" durante o processo de escrita do romance. A resposta? Sensacional: ele mesmo. hahahahahahaha O texto, em primeiro lugar, tem que agradar a ele mesmo, o escritor.

O Altair é um querido, super simpático e tem respostas formidáveis. Percebo uma simplicidade nele, e isso não inclui aquela famosa "falsa modéstia", pois sinto que ele é consciente de que é bom no que faz. E isso é o que sempre pensei: a gente pode ter orgulho do que faz [porque faz bem] e, mesmo assim, ser simples e humano. A não tem nada a ver com B, e as pessoas (geralmente) confundem isso.

Aliás, teve uma única pergunta que o Osterman fez e que eu teria feito: quando ele consegue tempo para escrever?!!!!! Ele disse que, principalmente, aos fins de semana e nas férias. Mas que a escrita acompanha ele 24 horas, durante uma aula surge uma ideia, ele pega um papelzinho e anota. Assim vai...

Eu gostaria de dizer, também, que gosto muito do que John Gardner fala em seu texto A arte da ficção, que é sobre a importância do detalhe físico, por exemplo, que cria em nós uma espécie de sonho, um rico e vívido jogo na mente:

"Lemos e sonhamos ativamente, aflitos com as decisões tomadas pelos personagens, com o ouvido atento e um pânico à espera de um som por detrás da porta fictícia, exultando com o êxito dos herois e lamentando seus malogros".


"Na grande ficção o sonho nos empolga a alma e o coração".

E é isso que eu tento dizer desde que comecei a escrever sobre o meu processo de leitura: o virar de páginas vicia porque o autor consegue criar esse "sonho na nossa mente" e a gente passa a viver junto aos personagens, passa a sofrer, ter expectativas e emoções que acompanham a leitura. Até o final. E isso acontece pelo ritmo das frases, pela dinâmica e fluidez do texto, pelos detalhes, pela riqueza lexical, pela profundidade psicológica dos personagens... por coisas inumeráveis.


Valeu!!

p.s.: quanto às críticas, não liguem muito, acho que estou ficando velha e rabugenta rsrsrsrs



Autor-Obra-Leitora



sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Somewhere...